Actual último classificado da Ledman LigaPro em futebol, o Real estaria muito bem classificado caso a competição fosse noutra vertente como o apoio prestado à equipa, assumindo-se para já como pioneiro na apresentação de um grupo de cheerleaders diferente de todos os existentes em Portugal ao ser formado por atletas do clube e pertencentes a uma classe específica que treina para esse efeito como se uma modalidade federada se tratasse, a exemplo do que sucede por exemplo nos EUA onde o Cheerleading se desenrola com Campeonatos Colegiais, Estaduais e até Nacionais.
Em Portugal, tal ainda não acontece mas isso não demove o Real de promover e fazer progredir o Cheerleading em Portugal, como sustenta a Relações Públicas do clube de Monte Abraão e professora/treinadora da classe de Cheerleading que se enquadra no departamento de Actividades Gímnicas do clube, Cláudia Janelas, que revela que “esta foi uma proposta que me foi feita no final de 2015 pelo Director das Gímnicas do clube, o Prof. Carlos Dias, e pela Coordenadora, Célia Afonso, que quiseram criar este projecto dado que não existia um Cheerleading puro.”
Cláudia Janelas congratula-se pelo facto de este projecto estar a correr como planeou, acrescentando que “tive uma adesão muito boa e para além dos jogos da equipa principal vamos também aos escalões de formação embora com menos frequência” e que o próximo passo passaria por tornar esta vertente numa classe competitiva oficial e federada ao verificar que “para elas seria importante ter um teor competitivo e para isso a Federação de Ginástica de Portugal teria de fazer com que o Cheerleading existisse, penso que é uma vertente extremamente importante.”
“Há ginastas que chegam a uma determinada idade e a Ginástica deixa de fazer sentido para eles devido á idade avançada e há miúdos que não querem competição e o nível competitivo disto não é tão duro e tão pesado quanto noutras vertentes da Ginástica, portanto seria bom que a Federação de Ginástica de Portugal investisse um bocadinho no Cheerleading.” Contudo, realça que “nunca houve qualquer avanço nesse sentido. Houve e sei que há uma professora pela qual tenho grande apreço que já tentou que houvesse Cheerleading na Federação.”
“Ficou tudo em standby, o projecto no seio da Federação não avançou, nós avançámos aqui como clube e estamos federadas na Ginástica de Portugal como ’Ginástica para Todos’, no interior não fazemos tanto e apostamos mais na actividade gímnica e apostamos mais no Cheerleading no exterior, tudo o que seja jogos somos convidadas obviamente com o aval do clube,”informou.
A responsável pelo projecto no Real sublinha com orgulho que “não conheço nenhum projecto deste género em Portugal. Sei que em Portugal há mais Cheerleaders, mas não assim. Existe o Benfica, não sei se o Estoril Praia ainda tem, mas não conheço Cheerleading feito desta forma. Este é puro Cheerleading mesmo,” esperando poder contribuir para o seu desenvolvimento enquanto classe gímnica em Portugal.


